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1.2.10

Hoje

Ainda não sinto nada e já cometo os mesmos erros de sempre.

Afasto-te de mim, mas quero-te bem perto.

Hoje agarrei-te e não te quis soltar, debatia-me para te abraçar só o razoável (quase não conseguia), olhava para todos os lados, para ver se não me viam agarrar-te de verdade.

Hoje fiquei só, a falar contigo. Tive medo da imagem que isso criou, não a mim, não a ti, a quem não nos ouvia!

Hoje fiquei preso a olhar para ti, não se me viste, se reparaste, também não tem mal. Quero que me vejas olhar para ti, quero que saibas o que penso de ti, não quero que ligues ao que te digo, não quero que ligues ao que eu sinto (eu sei que farias isto naturalmente mas quis pedir).

Hoje, podia te dizer, eu quero estar contigo, quero te abraçar e não mais largar, quero sentir o sabor dos teus lábios, quero sentir as tuas mãos no meu peito, quero te segurar pela mão, mas não posso dizê-lo, não admito iludir-me com o teu mau feitio, com a tua rebeldia...

Se ao menos houvesse outra forma de poder estar contigo.. Se ao menos houvesse uma forma de te dizer: Vem comigo! E tu viesses mesmo... Seria como o sonho que tive contigo, um sonho dos bons...

26.1.10

acreditar

Falta-me expelir o segredo para fora de mim.

Eu não sei como fazê-lo,


mas um dia eu sei, vai acontecer subitamente e sem eu saber.
A boca (e os lábios tremem enquanto falo)


vai-se descozer e o segredo vai perder, muito secretamente.

Tenho medo do furor da mensagem
(vou contigo fazer uma viagem, não dentro de outra)



abraça-me porque o tempo está frio e eu quero

tudo o que tenha a haver com o teu abraço.

Deixa-me sentir tudo o que tenhas,
muito ou pouco, ou quase nada.





Estou sozinho porque quero (será?)!

Vou fugir de ti para te encontrar (alguém ainda acredita??)

23.1.10

abraço

Continuo-te a imaginar comigo, continuo a tentar estar cada vez mais perto

continuo a ser cada vez menos invisível

a ignorância já não é o nosso principal denominador


já somos mestre
e a (ausente) aprendiz

cada vez mais próximo está esse teu abraço






cada vez mais longe está ele de chegar como tu te chegas...

anda, vem trabalhar comigo, quero-me provocar, para saber se sei aguentar.



a minha segurança és tu, pois sei que não vais ceder a nada

(não mais te vejo desesperada, talvez mais afemininada, talvez mais "arranjada")

e é isso que me interessa em ti subitamente... esse teu novo aroma

esse teu novo modo de estar... esse teu novo eu



(serão os meus olhos traídos pelo desejo, ou estás mais bonita, mais sensual?)

tudo isto no fim será banal, não é verdade?